Sobre a edição 2019

O que 20 anos significam? Muitas coisas.

Mas, acima de tudo, 20 anos significam uma provação. A mais elusiva e antiga provação que a humanidade enfrenta desde seu início: o tempo.

Em 20 anos, uma era se renova. Construções são erguidas e desmoronadas. Governos sobem ao poder e são destituídos. Pessoas nascem e morrem. Projetos surgem e desaparecem.

O que dizer de um festival privado que se mantém firme em seus ideais ao longo de duas décadas de turbulência política e caos social?

20 anos mostram que o Porto Verão não é o que é por sorte ou coincidência. 20 anos mostram maturidade e resiliência. Mostram experiência e sabedoria. Mostram que o Porto Verão Alegre chegou para ficar, e chancela, a cada ano, sua existência como patrimônio cultural da cidade.

Vida longa ao Porto Verão Alegre. Vida longa a (os que promovem) cultura.

CONCEITO

Cultura transforma. Transforma um tolo em um sábio. Transforma um fim de tarde monótono em uma experiência única. Transforma uma cidade em uma festa.

Durante janeiro e fevereiro, uma incandescência mágica pinta a cidade com cores quentes, e por dois meses, o sol não deixa de brilhar. É o Porto Verão Alegre trazendo cultura, do raiar do seu primeiro espetáculo até o último aplauso se por.

É com esse ideal em mente que o Porto Verão Alegre opera: com o objetivo de levar a cultura a todos que conseguir. São mais de 100 atrações nessa edição, onde completa 20 anos de história, trazidas para Porto Alegre com preços acessíveis para toda a população.

História

Em duas décadas, o Porto Verão Alegre se transformou de uma pequena ideia em uma tradição profundamente enraizada na vida de centenas de milhares de pessoas. E agora, tem orgulho de perceber que ele se transformou naquilo que sempre lutou para promover: cultura e felicidade. Acompanhe abaixo a trajetória do festival cultural mais resiliente da história de Porto Alegre:

Em 1999, durante um almoço na Lancheria do Parque (sim, aquela da Osvaldo Aranha!), os idealizadores do Porto Verão tiveram a ideia de juntar a divulgação e a venda de ingressos das peças de teatro em cartaz naquele verão. Era uma ideia pequena e elegante.

Não tinha nada para fazer no verão em Porto Alegre (bom, tirando o lançamento do Sexto Sentido, que filme!), e separados, os grupos não possuíam recursos os suficiente para fazer uma divulgação digna do produto que ofereciam.

De certa forma, o intuito inicial do Porto Verão era, e se mantém até hoje sendo, atuar como uma plataforma que une a classe artística de Porto Alegre sob o único objetivo de fomentar a cultura e transformar meses sufocantes de verão em uma época de alegria.

Em sua primeira edição, o Porto Verão Alegre possuía apenas 6 espetáculos (e, dentre esses, “Pois é, Vizinha” se manteve em todas as edições até hoje!). Entretanto, já no primeiro ano conseguiu levar 12 mil espectadores para os teatros, plantando a semente de aquilo que um dia iria se tornar um dos maiores festivais privados de cultura do País.

Já em 2001, em sua segunda edição, o festival praticamente triplicou de tamanho. O dobro de salas de teatro tiveram que ser usadas, e mais de 15 espetáculos novos ajudaram a levar 25 mil espectadores a participarem parte do festival.

As coisas continuaram assim, crescendo a cada edição, sem nunca deixar de superar o ano anterior em espectadores e número de espetáculos, até que, em 2004, com a estreia dos Homens de Perto, o festival pode tomar novas proporções. Naquele ano, foram 61 peças, que levaram mais de 40 mil espectadores; muitos dos quais nunca haviam ido ao teatro. Naquele ano, também, o Porto Verão experimentou variar um pouco a programação, incluindo alguns números musicais e sessões de debates. A novidade agradou, e, desde então, o Porto Verão passa a oferecer um cardápio cultural cada vez mais variado.

Em 2007 o festival já era um dos maiores da categoria. Com o aumento de peças infantis e a criação das Segundas Literárias, a 7ª edição do Porto Verão contou com 316 apresentações, 51 dias e 23 espaços, transformando o verão de quase 60 mil (!) pessoas em uma verdadeira festa. Não bastasse o sucesso estrondoso dessa edição, foi também nesse ano que Jair Kobe criou e estreou o personagem que viria a se tornar o mais popular de todo o Rio Grande do Sul: O Guri de Uruguaiana.

O festival, desde então, tem mantido seu sucesso, sempre experimentando com novas atrações e dando espaço para que novos grupos sejam beneficiados. Entre 2007 e 2012, artistas que viriam a se tornar grandes nomes do teatro gaúcho eram descobertos quase anualmente! Dentre eles: Cris Pereira, Inimigas Íntimas e Kronnus.

Em 2014, o Porto Verão focou em expandir uma de suas categorias de maior sucesso hoje em dia: O Stand Up Comedy. O comediante Nando Viana estreou seu novo stand up e se juntou a outros dois novos shows: Lucas Krug e Rindo Afú. O Pretinho Básico também estreou, nesse ano, seu primeiro espetáculo no festival. Mas não se engane!

A programação continua extremamente diversificada, contando com espetáculos tradicionais, infantis, e que permeiam entre mágica, dança, música e teatro de bonecos.

Em 2015, acontece um marco importante na história do Porto Verão. Pela primeira vez, o festival financia uma peça inédita: uma montagem de Romeu e Julieta, dirigida pelo aclamado diretor Néstor Monastério. Essa tradição se estenderia para os anos seguintes, com “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, dirigida por Zé Adão Barbosa em 2016, “Caio do Céu”, dirigida por Luiz Arthur Nunes em 2017, e Pequenos Trabalhos para Velhos Palhaços, dirigida por Adriane Mottola em 2018.

Além disso, em 2017 o Porto Verão começa também a trazer acessibilidade ao festival: sessões com tradução para libras e audiodescrição são encontradas no meio de toda a programação.

Com duas décadas de história, são muitos os espectadores que já participaram dessa festa. E é por isso que agora, em sua edição histórica de 20 anos, o Porto Verão Alegre adotou um novo mantra.

Ou melhor dizendo… Não novo… Porque esse é um mantra antigo e bem conhecido. Não é um slogan inventado para essa edição, nem nada do tipo. É algo mais profundo e ancestral que isso.

É algo que pode ser lido em livros de história; que pode ser ouvido nas palavras de pessoas sábias; é algo que pode ser sentido no coração.

E é algo que agora, com mais de 20 anos de experiência, podemos afirmar com mais certeza do que nunca. Cultura transforma. Cultura transforma… Para melhor.

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